Mais ES

Aliado de Bolsonaro pede para visitar Braga Netto

Deputado Sóstenes Cavalcante busca autorização do STF para encontrar o general preso.

Por Mais ES em 26/03/2025 às 08:11:11

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um aliado de longa data de Bolsonaro, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para visitar o general Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa, que se encontra detido desde dezembro de 2024.

Cavalcante justificou o pedido com base em sua amizade com Braga Netto, afirmando que ambos são amigos Ă­ntimos hĂĄ muitos anos. O general estĂĄ preso preventivamente em um quartel na Vila Militar, no Rio de Janeiro, por suposta obstrução de justiça, conforme solicitação da PolĂ­cia Federal (PF) e autorização de Moraes.

"Solicito, por meio deste, pedido de visita ao General da Reserva Sr. Walter Souza Braga Netto, recluso preventivamente na 1ÂÂȘ Divisão do ExĂ©rcito, subordinada ao Comando Militar do Leste, localizada na Vila Militar, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro/RJ, com fulcro no artigo 41 da Lei de Execução Penal (Lei n° 7.210, de 11 de julho de 1984), haja vista que somos amigos Ă­ntimos hĂĄ muitos anos", escreveu Sóstenes Cavalcante na solicitação.

Braga Netto Ă© acusado pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, nas quais concorreu como vice na chapa de Jair Bolsonaro.

A PF alega que Braga Netto incentivou a ação golpista e ordenou ataques contra militares que se opunham à trama, alĂ©m de financiar oficiais das Forças Especiais do ExĂ©rcito para atentar contra autoridades.

A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento da denĂșncia contra Bolsonaro, Braga Netto e outros aliados, rejeitando preliminares apresentadas pelas defesas. O colegiado deve decidir se os acusados se tornarão rĂ©us no processo.

O advogado de Braga Netto questionou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da PresidĂȘncia, durante a sessão, e solicitou a anulação do acordo, alegando que Cid teria mentido e que a colaboração foi firmada sem a aprovação do MinistĂ©rio PĂșblico Federal.

*Reportagem produzida com auxĂ­lio de IA

Comunicar erro
Mais ES 2

ComentĂĄrios

Mais Es 3